Usar o nome do concorrente no Google Ads: estratégia inteligente ou risco jurídico?

nome do concorrente no Google Ads

Usar o nome do concorrente no Google Ads é uma prática cada vez mais comum no marketing digital. A ideia é simples, aparecer para quem já está pesquisando por outra empresa e tentar conquistar esse clique.

Na teoria, parece uma forma rápida de ganhar clientes.

Principalmente porque você entra exatamente no momento em que a pessoa já está considerando uma compra, comparando opções ou procurando mais informações antes de decidir. Esse timing faz com que a estratégia pareça extremamente eficiente, mas também é o que torna tudo mais sensível.

O Google Ads permite que marcas utilizem nomes de concorrentes como palavras-chave, o que faz com que seu anúncio seja exibido quando alguém busca diretamente por outra empresa. Esse tipo de configuração é comum em mercados mais competitivos, mas isso não significa que não existam limites.

No Brasil, a Lei da Propriedade Industrial protege marcas registradas, e dependendo da forma como essa estratégia é aplicada, o uso pode ser interpretado como concorrência desleal.

Antes de seguir por esse caminho, vale entender onde estão as oportunidades e onde começam os riscos.

Usar o nome do concorrente no Google Ads é permitido?

Sim, mas não de qualquer forma.

Dentro do Google Ads, é possível configurar campanhas para ativar anúncios quando o usuário pesquisa pelo nome de outra marca. Isso acontece porque a plataforma permite o uso de termos de terceiros como gatilho de exibição.

Em mercados mais disputados, isso acaba sendo uma estratégia comum.

O ponto crítico está na execução. Existe uma diferença importante entre usar o nome como palavra-chave, algo que o usuário não vê diretamente, e inserir esse nome no texto do anúncio.

Quando a marca aparece de forma explícita, o risco aumenta e não é pouco.

image - Agência Página1 Digital

Quais os riscos de usar o nome do concorrente no Google Ads?

O principal risco está na interpretação, pois a Lei da Propriedade Industrial protege o uso de marcas registradas, e dependendo da construção do anúncio, o uso pode ser entendido como uma tentativa de se beneficiar da reputação de outra empresa. Isso acontece principalmente quando há possibilidade de confusão.

Se o usuário acredita que está clicando em um resultado relacionado a uma marca específica e encontra outra, a quebra de expectativa é imediata. E isso não afeta só o jurídico, afeta também o resultado da campanha.

Porque um clique significa confiança. E sem confiança, dificilmente existe conversão.

Por que empresas usam e quando isso pode funcionar?

Mesmo com esses riscos, muitas empresas continuam usando essa abordagem. O motivo é o aumento da intenção de busca.

Quem pesquisa por uma marca geralmente já está comparando opções ou próximo de tomar uma decisão, o que torna esse momento especialmente valioso para aparecer. Em vez de construir interesse do zero, a empresa entra em uma decisão que já está acontecendo, o que pode encurtar o caminho até a conversão.

Mas isso só funciona quando existe um motivo real para o usuário considerar outra opção. Quando há um diferencial claro e a comunicação é transparente, o anúncio deixa de ser apenas uma interceptação e passa a ser uma alternativa legítima dentro do processo de escolha. Sem isso, vira só mais um clique vazio.

Quando vira um erro e o impacto na marca

O problema começa quando não existe estratégia.

Usar o nome do concorrente no Google Ads apenas para gerar tráfego, sem um posicionamento claro ou sem entregar valor, tende a gerar mais desgaste do que resultado. E isso piora quando há tentativa de confundir o usuário.

Se a pessoa clica esperando encontrar uma empresa e descobre outra, a experiência já começa com desconfiança. E essa sensação é difícil de reverter.

Além disso, existe um impacto mais profundo na percepção de marca. No longo prazo, esse tipo de abordagem pode enfraquecer o posicionamento e dificultar a construção de autoridade.

Boas práticas e alternativas mais seguras

Se a decisão for seguir por esse caminho, alguns cuidados fazem diferença:

Evitar o uso do nome do concorrente no texto do anúncio já reduz boa parte do risco. Manter a comunicação clara também, assim como acompanhar de perto o que está acontecendo.

Ainda assim, vale questionar se tal comportamento é sustentável a longo prazo. A opinião de uma empresa com anos de experiência é que não vale. Investir em SEO, conteúdo e construção de marca tende a gerar resultados mais consistentes, porque não depende da marca de terceiros e fortalece o posicionamento ao longo do tempo.

Usar o nome do concorrente no Google Ads pode até parecer uma oportunidade, mas, na prática, não compensa.

O risco jurídico existe, a percepção de marca pode ser afetada e, muitas vezes, o resultado não se sustenta no longo prazo. O que começa como uma tentativa de ganhar espaço rápido pode acabar gerando desgaste, problemas legais e perda de credibilidade.

Se a estratégia depende da marca de outra empresa para funcionar, já existe um sinal de alerta. E aí, no fim, faz mais sentido investir em construção própria, em posicionamento, conteúdo e campanhas que realmente conectem com o público, do que apostar em um caminho que traz mais risco do que retorno.

Em resumo: é melhor não fazer.

Se você ainda está testando táticas que podem colocar sua marca em risco, está perdendo tempo e dinheiro.

A Página1 Digital não trabalha com achismo nem atalhos duvidosos. Aqui, a estratégia é gerar resultado. Então fale com a nossa equipe e tenha campanhas que realmente performam, sem risco e com foco em conversão.

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